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Em dias de atraso, viagens chegam a durar 1h50m até o Centro da Cidade

Trabalhadores sofrem com o Transporte Público de SP

Paulistanos enfrentam diariamente a dura realidade; e convivem com o abandono e a falta de investimento no transporte coletivo

Impaciência, estresse, confusão, perturbação, intolerância, falta de respeito, isso é o que grande parte do cidadão paulistano enfrenta diariamente no Transporte Público de São Paulo. Viagens longas e desgastantes são as características de um percurso cansativo, sentido bairro-centro. Na zona leste, moradores enfrentam o quarteto: ônibus, lotação, metrô e trem; aquele, que de mágico não tem nada.

O “quarteto” é um dos principais causadores do abalo emocional, psicológico que afetam a sociedade. Além disso, a classe trabalhadora sofre com as desconfianças. Patrões não compreendem o atraso dos funcionários e, muitas vezes, humilham e ameaçam o trabalhador. “Eles nos tratam como se fossemos escravos” relata a Diarista Elizabeth de Queiroz, 46.

O jornal Manchete News apurou que, empresários afirmam que alguns trabalhadores aproveitam de situações para mentir ao patrão. E, ainda na visão deles, muitos funcionários conseguem, se quiser, chegar no horário, salvando raras exceções.

Uma viagem até o Centro poderia levar uma hora, se não ocorressem atrasos, lotações excessivas e, principalmente seguranças da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) chutando e batendo nas portas do trem. Fechando elas a qualquer custo para não retardar ainda mais a viagem.

Do ponto de partida – Guaianazes, sentido à estação da Luz – no dia 27 de março, o trem realizou o percurso em 47m 58 segundos. Ressaltando que o aperto estava como todos os dias, mas a rapidez era considerável.

No dia seguinte, tudo o que não viria dar errado encalhou de acontecer. A duração do percurso foi 1h31 minutos. Foram momentos de adrenalina e esforços físicos. Pessoas coladas uma nas outras, um calor insuportável, ou seja, realidade desanimadora. Humilhação. Desrespeito. Abandono.

Algum tempo, as conduções públicas não são manchetes nos principais jornais paulistanos. Não podemos aceitar que um tema de interesse público esteja ausente dos grandes veículos paulistas.“Não podemos mais viver essa humilhação. O transporte está cada vez mais apertado, não têm espaço, somos espremidos, isso é uma falta de respeito com o trabalhador” afirma Ricardo Araújo dos Santos, 26, Aux. Contábil.

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