Recopilado depoimento pós-assembleia
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Em assembleia realizada dia 7 de abril, em frente à Secretaria de Segurança, em Guarulhos, mais de 300 Guardas Civis Municipais (GCMs) rejeitaram a contraproposta da Administração Municipal. A Prefeitura pretendia pagar Adicional de Risco de 19%, de forma escalonada, ou seja, 7% em 1º de maio, 6% em 2011, e os mesmos 6% em 2012.
A assembleia foi liderada pelo Sindicato da categoria (Stap - Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública Municipal de Guarulhos). Grandes jornais repercutiram o ato: Diário de S. Paulo, Agora, Guarulhos Hoje e Folha Metropolitana. Mas, a fim de oferecer uma visão diferente para o leitor, o Grita São Paulo relata a seguir os bastidores da assembleia.
Muito frio e chuva fina - Às 19 horas, os Guardas se concentram na rua Felício Marcondes. Naquela noite fazia muito frio e garoava. Às 19h30, o ato começa com uma breve apresentação do presidente do Stap, Jair Lima. Mas quem comandou a assembleia foi o secretário-geral da entidade, Denilson Bandeira.
Desde o início de 2009, o Sindicato vem negociando com a Administração do prefeito Sebastião Almeida (PT). Foram várias reuniões e assembleias com os GCMs. Mas aquela noite seria decisiva, porque a Administração já tinha apresentado a contraproposta para o Stap, que repassaria aos Servidores.
Tudo ou nada - O boa-noite dos Guardas foi um rugido. Um grito de tudo ou nada. Um brado por atenção, respeito e valorização. Muitos estavam esperançosos. Mas quando o secretário Denilson discorria a leitura da contraproposta, a insatisfação era visível. Os gritos de greve, greve, greve começaram a surgir.
Após a leitura da contraproposta, o Sindicato abriu fala para os Guardas. Os discursos foram inflamados e aclamados. Todos falaram das péssimas condições de trabalho, dos salários injustos e defenderam uma vida digna. Por fim, eles aprovaram paralisação. Rejeitaram a proposta da Administração. Um GCM falou que não é Casas Bahia para receber o Adicional de Risco em prestação. Foi muito aplaudido.
Destaco na assembleia a garra dos Guardas. Mais da metade dos 600 GCMs de Guarulhos estavam mobilizados. O número só não foi maior porque os demais estavam em serviço. As negociações entre Sindicato e Administração vão continuar. Mas se o prefeito Almeida não atender às justas reivindicações dos Guardas, a greve geral será inevitável.
“Só união e pressão trarão ganhos concretos para nós, companheiros”, finalizou um GCM, que parecia estar em um púlpito pregando para centenas de pessoas.
COBERTURA COMPLETA
Passo a passo da vitória dos Guardas de Guarulhos
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Paralisação faz Administração se comprometer com aumento
Grita São Paulo – Grita Brasil
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